Pular para o conteúdo principal

Relactação - um relato de sucesso!

Um dos posts de maior sucesso aqui do blog é o de relactação. E melhor do que descrever a técnica, é saber o que passa na pele e na cabeça de uma mãe  que realmente passou por isso na pele.
E por isso, há algum tempo atrás, pedi para uma querida e guerreira mãe dividir a história dela com a gente!
A Denise Pimenta escreve o blog "A mãe do Léo", e eu indico especialmente dois lindos posts dela sobre amamentação: um poema e um pouco de história, com os benefícios da amamentação relatados.
 
Fica á vontade, Denise, e obrigada pelo depoimento!

Essa é a Denise e o Leo!


Relactação

Por Denise Pimenta

 
"Para chegar aonde devemos, ao assunto principal, devo começar contando nossa história, nossa experiência, que deu certo e muito!
Antes mesmo do nascimento do meu bebê, veio o colostro, vazava na cama, de chegar a molhar, e eu morrendo de felicidades por ver o leitinho, alimento do meu filho jorrando, abundantemente do meu seio.
Eis que a primeira lição: só ter o leite não basta. Amamentação depende de muitos fatores e não somente ter o leite.
Leonardo nasceu as 22h18minhrs e não mamou nas primeiras horas de vida, foi para o alojamento conjunto somente as 05h00minhrs, o que me leva a pensar que ele foi alimentado com fórmula durante esse tempo em que ficou longe de mim. Quando chegou no quarto, tentei amamentá-lo e ele sugou fortemente duas vezes, e já dormiu novamente. No outro dia, com orientações de enfermeiras, tudo se repetia, abocanhava, sugava duas a três vezes e dormia. Fomos para casa passadas 24hrs na maternidade, e o meu menino quando não estava dormindo, estava quietinho, no outro dia com ele em casa, e o desespero começando a bater, entramos em contato com o Banco de Leite de nossa cidade, aonde me orientaram via telefone a ordenhar o meu leite e oferecer a ele, consegui com muita dor, ordenhar 40ml de leite, e ofereci na mamadeira, com riscos de ele nunca mais pegar o meu seio. Ele mamou firmemente e desesperado a mamadeira em poucos minutos, ele sentia fome. Passada uma semana, em consulta, Léo tinha perdido aproximadamente 400 kg, foi quando recebi uma receita para alimentá-lo com fórmula, e sai de lá desnorteada, procurei o banco de leite desesperada, com olhos marejados, para mim o sonho de amamentar estava um passo do término.
Minha produção de leite baixou por isso a indicação de relactação e complementação com o leite artificial. Nas primeiras vezes relactando, eu ainda não tinha a prática de inserir a sonda na boquinha do bebê, assim como me orientaram no BL, eu colocava a sonda nº4 no meu dedo mindinho a parte maior no recipiente com o leite artificial e inseria o meu dedo na boquinha dele, complementávamos 30 ml de leite artificial a cada duas horas, após as mamadas no peito. E assim fomos durante aproximadamente 15 dias, nos dias que seguiram, consegui inserir a sondinha junto à boquinha do meu bebê, então a relactação fazia seu papel realmente, pois como se deve saber, a produção de leite se dá assim: quanto mais há sucção, maior a produção, e como dizem leite no peito não é estoque é fábrica, quanto mais de dá, mais se tem.
E assim persistindo, com muita paciência, chegamos a passar horas a fio, nas nossas mamadas, sentindo emoção ao ver o pequeno sugando e tomando meu leite, conseguimos estabilizar a produção, e em 45 dias, tivemos alta do acompanhamento no Banco de Leite, e seguimos somente com o meu leite. Léo mamou exclusivamente durante os seis primeiros meses de sua vida, com muito orgulho desse meu poder de mamífera. Tornei-me doadora do estoque de leite do banco de leite, e ainda hoje, com a introdução dos sólidos, ele ainda mama em livre demanda, isto é, quando ele solicita, estou disponível a ele, é apaixonado pelo leitinho da mamãe e eu apaixonada pela alimentação e minha melhor opção de amamentá-lo."
 
Emocionante e inspirador, né?

Comentários

  1. Nossa que lindo!! Eu tbm passei por uma situação parecida, tinha os mamilos internos e meu bebe nasceu de 8 meses, meu medico disse que eu não iria conseguir amamentar, simples assim, não tendo noção do que aquilo significava para uma mãe, mas não desisti, sofremos bastante, tive mastite e precisei tomar antibióticos, que quase tirou a minha esperança de amamentar meu filho. Foi assim até que por tanto insistir, acabou se formando um bico e ele conseguiu sugar, foi o segunda dia mais feliz da minha vida rsrs!!!!!

    ResponderExcluir
  2. Que lindo seu relato! Parabéns!!!
    Já vi tantas mães oferecerem mamadeiras só por comodidade!
    Eu passei por algo parecido e também venci!
    Meu pequeno, quando nasceu ficou 27 dias na UTI e lá ele começou a perder peso tomando leite no copinho nas mamadas da madrugada e ai tiveram que dar mamadeira pra ele... Fora isso quando eu estava no hospital das (8h até as 22h) ele tinha, que mamar em 1 peito só e depois as enfermeiras davam uma mamadeira de leite AR por conta do refluxo que ele tinha. Isso durante 27 dias! E como eu não estava lá nas mamadas das 00h 03h 3 6h da manhã, eles davam só a mamadeira. Resultado: quando chegamos em casa ele queria a mamadeira! E eu só chorava! Louca p amamentar o meu bebê... Ai comprei uma mamadeira com um buraco para liquido ralo e o leite dele era grosso por ser AR, então era mais fácil mamar no meu peito do que na mamadeira, mesmo assim minha produção havia caído! Enfim, ficamos por 1 período peito+mamadeira ate eu conseguir tirar a mamadeira... Meu pequeno mamou ate 1 ano e 1 mês... Valeu muito a pena!!! E olha ele parou de mamar sozinho! Chegou um dia em que simplesmente ele não quis mais! Eu insistir por uma semana... mas não teve jeito... ele não queria mais! Confesso q ainda sim fiquei triste.... queria ter chegado perto dos 2 anos... mas já valeu muito a pena a minha insistência, porque amamentar é uma sensação única e indescritível... beijos

    ResponderExcluir
  3. Karine, obrigada pela oportunidade, espero ter passado realmente inspiração, boa sorte mamães, confie em seu leite e em seu poder de mamífera. :)

    ResponderExcluir
  4. Que lindo relato! Amei o blog e já estou seguindo!
    Bjoss

    ResponderExcluir
  5. Meninas gostaria de ajuda..Me chamo Jaqueline e minha filha Camilli
    Quando minha pequena nasceu , eu simplismente achei magico amamentar ela pois era o meu sonho, com 5 dias em casa meu bico do peito começou a machucar e eu tive por um momento o pensamento em parar de amamentar mais também pensei muito pois eu sabia que não seria bom pra minha filha..Com muito custo e dor meu peito melhorou e eu continue amamentando. Com 3 meses da minha Filha eu não estava tendo leite na madrugada para amamentar e me indicaram para tomar Plasil e eu tomava 30gts antes de durmir meu leite voltou por uns 15 dias. Até então tudo normal. Voltei a trabalhar com 4 meses de vida da minha filha , no meu serviço eu ordenhava e conseguia tirar 100ml de cada peito consegui isso por 15 dias, meu leite foi parando e eu não conseguia tirar mais que 40ml de cada leite , comecei a introduzir LA e estava dando peito apenas na hora dela durmir. Hoje ela esta com 5 meses e meio esta comendo papinha, frutinhas e tomando suco as mamadas de LA diminuiu porem ela ainda quer mamar no meu peito ela puxa minha blusa pra mim dar pra ela , mas tem hora que ela berra pois não sai nada e ela esta fazendo apenas de chupeta. O que faço ?? eu gostaria que meu leite voltasse pois estou ficando em casa agora com ela o dia todo..
    Obrigada meninas

    ResponderExcluir
  6. Graças à Deus não tive problemas assim, a única coisa é que não tinha bico e na maternidade me ensinaram a usar bico de silicone. Mas minha pequena Giovanna, com sua boquinha boa fez criar bico em 1 semana. E minha filha com 1ano e quase 5 meses continua mamando e me sinto realizada por isso.
    Não existe sensação melhor.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Comente! A nutri adora conversar!

Pots mais lidos

Iogurte na alimentação das crianças

Bom dia pessoal!
Vou seguir uma indicação de uma leitora querida, Alethéia, e escrever sobre iogurte na alimentação das nossas crianças.
Eu sou superfã deste alimento! Rico em Cálcio (sempre estimulo consumo de alimentos ricos  neste micronutriente pois nossa população está bem carente....), tem a lactose (açúcar do leite) fermentada e por isso é de fácil digestão, rico em probióticos, as tais bactérias benéficas que equilibram nossa flora intestinal, fortalece o sistema imunológico e facilita o trânsito intestinal, entre outros benefícios.  O iogurte pode ser incluido na alimentação do bebê após o início da alimentação complementar, isso é, com 6 a 7 meses aproximadamente. Com algumas ressalvas e detalhes.
Detalhe número 1: O iogurte para dar para o bebê, necessariamente tem que ser natural e sem açúcar. Os petit suisses vendidos no mercados contém corantes, aromatizantes e conservantes, substâncias estranhas ao nosso organismo (nós nutricionistas chamamos estas substâncias de xenobiótic…

Alimentação para maiores de 1 ano!

Eba! Chegou o tão esperado aniversário de 1 ano do bebê. Depois da correria da festa, voltamos ao dia-a-dia do bebê. Com uma nova dúvida. E a alimentação? Aí, passamos no pediatra, e ele indica: agora mãe, ele deve comer a alimentação família. A mãe comemora (ou não). Não precisa mais fazer papinhas... Aí eu entro: alimentação da família? Tenho medo dessa frase... prefiro dizer que agora a família vai comer a alimentação do bebê com a textura adaptada! Sabe porquê? Como é a alimentação dos adultos em casa? Você, mãe zelosa, vinha fazendo a alimentação perfeitinha, com todos os grupos alimentares e tal...como passou do primeiro ano, só arroz, feijão e carne é suficiente? Calma! Nada contra o arroz e o feijão, pelo contrário. Dupla fantástica, garante um prato quase completo. Lembra desse post? Quase completo por que o legume e/ou a verdurinha precisa acompanhar o prato. Como faziam na época da papinha. Portanto, a alimentação continuará com todos os grupos alimentares... fonte de carboidra…

Sem açúcar, com afeto ou porque não dar açúcar ao bebê!

Sempre me perguntam, por quê não dar açúcar ao bebê? Ou então: posso dar açúcar orgânico, mascavo, produto adoçante?


O seguinte: a resposta inicial, todo mundo já sabe. Açúcar branco é caloria vazia, logo, não faz bem pra ninguém, dieteticamente falando. Essa caloria vazia pode ser traduzida em excesso de peso lá na frente - uma das doenças de mais difícil tratamento: a obesidade.
Mas tem um motivo mais profundo aí. Que eu vou explicar agora.
A necessidade de comer açúcar (alimentos doces) é do adulto. O bebê está provando tudo. Ele não sabe, por exemplo, que o suco de maracujá tem que ser adoçado. Sério. Ele vai aprender o que você mostrar a ele. Ele não sabe que a banana pode ficar melhor com açúcar. Ou não. A necessidade é nossa, não do bebê.
Só que, por natureza, o bebê já vem gostando de doce de fábrica. Ofereça açúcar, iogurte adoçado, chocolate, pirulito e geralmente você verá um bebê que vai comer e se lambuzar. A lactose do leite materno é levemente adocicada.
Por isso, não é um dos…