segunda-feira, 28 de abril de 2014

Deixa sem comer! Já ouviu isso?

Bom dia pessoal

Quando temos um filho que "não come" (você já leu sobre isso por aqui!), buscamos ajuda em vários cantos: vizinhos, médicos, internet, amigos... e em algum lugar, recebemos o conselho:

"Deixa sem comer pra você ver se não resolve!"

Ai os pais tentam - o quanto aguentam, claro. Por que essa frase, tão simples, é carregada de significados e sensações para os pais dos picky eaters (nome utilizado hoje, para definir as crianças que não comem). Vai ficar sem comer? Até quando? Vai ficar doente se não comer? Vai sofrer? Meu Deus, esse menino está sem comer há 7 horas e 35 minutos!
Calma. Respira. Vamos falar um pouco desse "deixar sem comer"?

Na verdade, esse é um bom conselho. Utilizamos o 'deixar sem comer" para favorecer o apetite. O maior tempero é a fome. Se a criança não tem um espaço de tempo entre as refeições sem comer nada (nem suco, nem fruta, nem bala- nada!- apenas água), o apetite não vem, jogamos contra nós mesmos, somos nossos próprios sabotadores. Por isso, se você quer auxiliar seu filho a comer melhor, determine horários para refeições (café da manhã, almoço, lanches, jantar), cuide para criar um espaço entre elas, de 3 a 4 horas, e sirva comida apenas nesses horários pré-estabelecidos. Isso é uma manobra para facilitar o apetite, mas todas as crianças deveriam comer com intervalos regulares de tempo, e não beliscar o dia todo...

Mas deixar sem comer não pode ser visto como um castigo, do tipo: "olha filho, se você não comer, não vou te dar NADA!"; "se não comer, vai ficar sem comer O DIA TODO"; " se não comer, só vai ter esse prato de comida para você comer o dia inteiro".
Tem que ser visto como simples e pura regra da casa:

"Não está com fome? Tem certeza, está satisfeito? Por que o lanche só será servido às 15 e até lá, você pode ter fome.
Tudo bem, filho."
(arghhhh por dentro.. tudo bem nada... mas repita o mantra: preciso ser neutra(o), preciso ser neutra(o))

Se você o ameaça, o coage, voltamos a estaca zero, a refeição sem prazer, com medo, com insegurança. A mensagem é: você tem um mau comportamento, você não come e por isso, será punido. Vamos tentar nos colocar um pouco no lugar da criança. Eu acredito que a criança tem sim, vontade de comer. Mas a menor tensão nesse momento cria uma angústia que destrói qualquer pequeno apetite.

Se você respeitou a decisão do seu filho, pulamos uma refeição. Mas ainda não acabou. Aquelas pequenas mãozinhas vão atrás de algo para comer, já que a última refeição foi insuficiente, e a barriga começa a reclamar. Agora, é a hora do limite. Sem brigas, sem entrar em discussão, mas com firmeza. "Filho, agora não é hora de comer. Às 15 horas vai ser servido o lanche, faltam 2 horas. Vamos fazer outra coisa?". E ele reclama, chora, diz que está com fome. E você, fica firme o relembra: você sente fome agora por que não comeu o suficiente na última refeição. 

Se você serve algo logo após, envia uma mensagem dúbia. E seu filho apenas responde à essa mensagem. Se os pais entregam a mamadeira (ou outro alimento) em uma situação assim, dizem para a criança que isso é ok. A criança entende que, se as pessoas que ela mais ama e que "sabem de tudo", entregam a mamadeira com um pouco mais de choro ou reclamação, tomar essa mamadeira é ok. Ela entende que pode comer, mas se preferir, pode tomar a mamadeira, ou outro alimento já conhecido. A criança não faz chantagem, é resposta à mensagem. Ela responde que prefere a mamadeira. Mas precisamos, como pais, entender que faz parte do nosso trabalho apresentar desafios, alimentos novos, sabores novos. E o desafio e o aprendizado também vem do limite, com carinho. Explicar que não vai comer porque não está na hora, e que, mais tarde, a criança poderá comer.


E na hora do lanche, sirva o lanche. Se você servir o prato de comida requentado, vai induzir seu filho ao prazer de comer? Ou vai parecer um castigo, uma punição, já que o restante da família está tomando um lanche? Mas, Karine, assim ele mata a fome no lanche. O pulo do gato está em determinar o que servir (você decide, lembra?) e as porções. Pequenas porções para não atrapalhar a fome da próxima refeição. Para forrar o estômago, e não para matar a fome.

Deixar sem comer não é castigo, não é punição, não é ameaça. Deixar sem comer não é tortura com o mesmo prato mil vezes. Deixar sem comer, na verdade, não é deixar sem comer. É respeitar horários, é não permitir beliscos fora de hora, é ajudar seu filho a ter fome nos momentos certos, é para todas as crianças, e não apenas para a criança que não come, é ter comida no café da manhã, no almoço, no lanche, no jantar, e sim, ter a sobremesa, mas no momento adequado, e respeitar a negativa do seu filho.

Eu sei, não é fácil. Na verdade, é bem difícil. O resultado é lento. Mas é recompensador. O intuito aqui é melhorar a dinâmica familiar, é trazer o prazer para a mesa, é tratar um picky eater com o carinho, atenção e o limite que ele deve ser tratado.

Afinal, já dizia o ditado: "barriga cheia, goiaba tem bicho!"



Até mais!

34 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Adorei! Mas como é difícil fazer isso...
    E quando a criança tá dodói? Aí não entra muito nesse esquema né... Qdo a rafa tá doentinha, eu dou o que ela aceita melhor, o que geralmente é leite e os benditos biscoitos de arroz!

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    1. Bianca, quando a criança tá doente é uma excessão. VocÊ pode mudar a textura da refeição, oferecer o que ela mais gostar (desde que sejam bons alimentos), mas tem que ter consciência que é uma fase que irá passar, e a criança terá de voltar à alimentação normal depois.

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    2. Exatamente isso! Criança doente precisa de afeto, carinho, cuidados, alimentação saudável e de fácil aceitação mais vezes por dia!

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  3. Muito boa a explicação!

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  4. Difícil mesmo, ainda mais pra mim que tive sempre um filhão "big eater", agora que está perto de completar 2 anos resolveu ficar 3 dias sem comer nada, só um pouquinho de água... a gente quase morre de aflição mas tem que aguentar, respeitar. E a coisa de ensinar aos pequenos passa antes do nosso próprio aprendizado como pais. E quem disse que aprender é coisa fácil? Obrigada pelo texto maravilhoso, Karine! Só com conhecimento a gente pode fazer melhor! Beijos

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  5. O meu filho tem 2 anos e dar muito trabalho p comer.
    Toma mingau as 6 h da manhã e não quer almoçar, se eu deixar ele só vai comer as 15h. Essa semana ele foi ao pediatra e ela passou vários exames p ver se ele está com alguma carência de vitaminas.
    Eu fico arrasada por ele não querer comer.

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  6. A minha filha acabou de completar 1 ano e sempre comeu bem, mas esta semana ela simplesmente nao quer comer a comida que faço, sei que está com fome porque ela come a papinha industrializada, mas a sopinha de legumes que faço não quer de jeito nenhum, estou desesperada.

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    1. Olha os ingredientes da papinha industrializada que vc usava e tenta fazer mais parecido.. inclusive a consistência.. só que com os ingredientes naturais.. e depois, aos poucos, vai colocando ela no ritmo alimentar da família...

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    2. Vai ver ela não acha a comida que você faz gostosa. Não dê a papinha, mude alguma coisa no seu tempero. Porque, convenhamos, se ela não come o que você faz, mas come papinha (que é um horror), tua comida deve ser uma tragédia.

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  7. Ótimos conselhos, obrigado! Estou nesta fase com minha filhota, de quase 2 anos! Muitas vezes ela não come o almoço ou jantar e logo depois vai pro armário e fica batendo na porta, chorando, querendo snack! Só para quando dou alguma coisa, fruta seca, biscoitinho (saudáveis), fruta, etc... Ela sempre comeu muito bem, mas de umas semanas pra cá, começou essa história de só querer snack e faz escândalo se não dou! Tenho que ser firme né? Será que ela vai entender se eu for firme e dizer que o jantar será servido logo e que ela pode esperar, por exemplo? Entendo fazer isso com uma criança mais velha, mas e quando a criança ainda não entende certas coisas?
    Muito obrigado por todas as dicas preciosas, sempre estou de olho! :)

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    1. Não entende, Mayra??? E bater na porta onde fica justamente os snacks é o que? Pra mim, ela já está marcando o território e escolhendo o que vai comer...

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  8. Texto excelente! Tenho uma pequena lá em casa (1 ano e 2 meses) que, vez por outra, dá trabalho para comer, sobretudo, quando estão nascendo novos dentinhos. Antes, eu estressava bastante, ficava bem chateada, me cobrava... Mas agora, procurei ficar mais tranquila e percebo que ela tem comido até melhor... Vou seguir suas dicas! Obrigada por compartilhar... Me senti aliviada! =)

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  9. Oi Karine. Primeiramente, parabéns por esse trabalho salvador de vidas que você abraçou. Você a Thais Ventura vão para o céu sem escala, tenho certeza. :D
    Eu tenho uma filha picky eaters (não conhecia o termo). Recentemente postei um rápido desabafo no grupo Alimentação Consciente. Você respondeu pedindo mais detalhes para poder ajudar, mas eu havia postado aquilo em meio a lágrimas e desespero, então achei melhor não prolongar.
    Nos últimos dias ela está comendo um pouco melhor. Mas já conheço essa dança: quatro, cinco dias de apetite bom e duas, três semanas de fastio. Muito estressante.
    Sobre o texto acima, sou das mães "sem coração" que deixam sem comer mesmo. Não quer almoçar, tudo bem. Aliás, tudo bem nada, fico arrasada por dentro, mas sou firme em não dar a mamadeira de leite que ela pede. Arrumo briga com todo mundo, principalmente com o pai dela, que acha isso uma grande besteira minha. Mas enfim. Mas sou sincera com você: não vejo ela comendo bem depois de passar várias horas com fome, não. Poxa, ela já passou umas 10 horas sem comer e mesmo assim não queria nada a não ser o leite. :(
    Aliás, por vezes achei que fosse o contrário. Quando eu cedo, ou permito que ela coma bolacha, por exemplo, entre as refeições, parece que ela come melhor depois. Não sei se é impressão minha.
    Agora a parte mais crítica da situação: estou quase aceitando as dicas para oferecer aqueles complementos alimentares para engordar criança. Estou achando ela muito magra. Tem 11,2 kg aos 29 meses. Os ossinhos da costela aparecendo, o rosto magrinho. Tenho muito medo de ela adoecer (e nos últimos meses vêm aparecendo resfriados constantes, coisa que ela não tinha antes).

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    1. Renata, sei que a pergunta não foi direcionada a mim, mas meu filho também não come e há dois anos luto contra isso. Já deixei com fome (de resultado só a perda de peso mesmo), já dei estimulante de apetite (resultado: vontade de tomar mais leite), já fiz a comida bem divertida, com formas e cores, colorida (nenhum interesse em comer), já chamei pra preparar os alimentos comigo (as vezes ele até gostava, mas depois da comida pronta não chegava nem perto), já levei em psicólogo, vários pediatras e por ultimo em uma clínica de neuro atividade onde "diagnosticaram" ele com defensividade tátil. E disseram que possivelmente a aversão que ele tem era proveniente disso. Nos passaram um programa de atividades que quando recebemos vimos que já fazíamos (intuitivamente) tudo que estava descrito. Eu sei, pelo seu relato eu vi, que você, assim como eu, já tentou de tudo, espero, de coração que você tenha mais sorte que eu nesse quesito!!!! Vi a mim mesma em seu relato!!!
      Fabianna Alencar

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    2. Oi Renata!
      Obrigada pelo carinho ;)
      Mas deixar 10 horas sem comer não é solução... sim, se ela come com intervalos menores (3 a 4 horas) fica mais fácil ter fome entre uma refeição e outra... Ela está abaixo da curva? Preocupa o pediatra?
      Em relação ao peso, é sempre necessário uma investigação um pouco maior... tente visitar alguns profissionais - fono, nutri, psicólogo. Se isso é uma questão que atrapalha a dinâmica familiar, peça ajuda!
      Um beijo grande e muito boa sorte

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  10. As avós deveriam ler seu texto. É que muitas delas parecem empenhadas em destruir a rotina saudável de alimentação dos netos.

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  11. Ótimo texto Karine!!! Aqui em casa pratico essa técnica com os meus gêmeos de 1a2m. Na parte da manhã ofereço a mamadeira, depois somente água até o almoço (e eles almoçam bem!), daí umas 3 horas, uma vitamina de frutas, no meio da tarde iogurte e biscoito integral, à noite janta e antes de dormir uma mamadeira.. tudo isso em dose dupla!! hehehe.. mas é uma delícia! bjoo

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  12. Karine, amei esse post. Percebo que muitas mães no intuito de alimentar os filhos, especialmente os magrinhos, acabam transformando as refeições num stress total. Eu fui dessas por um tempo. Insistia, oferecia mil vezes, reclamava... Até que aceitei que minha filha é magrinha mesmo e tem dias que ela, como todos nós, não está com muita fome ou não gostou da comida. E ponto. Vou respeitar. Nesses dia, fico de olho se ela está tomando líquidos, se está bem... Se estiver tudo bem, depois ela come o lanche ou a próxima refeição e tudo certo. Juro, minha vida mudou e ela passou a comer melhor. Deixar a criança provar a comida, experimentar, sem muita neura quanto à quantidade é a melhor solução! E, sim, dar espaço para sentir fome!!

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  13. Ótimo texto! Também compartilho do mesmo pensamento. Sou nutricionista na área de pediatria e muitas vezes as mães não entendem esse posicionamento, principalmente quando a criança é criada pela avó. Mas acho que estabelecer regras em tudo, não só na alimentação, deve fazer parte da educação das crianças.

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  14. Gostei do texto... eu era uma criança assim porém eu nao comia absolutamente nada nem as bobagens entre as refeições e na hora das refeições ei dava duas colheradas e nao queria mais... e so mamava a noite. .. minha mãe ficava quase louca... hj sou uma adulta obesa qie apresento transtorno alimentar da infância e portanto continuo desde sempre tendo problema com comida!

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  15. Aminha filha só quer comer arroz, não ta aceitando outro alimento. Às vezes, pra mudar, come um pouco de miojo. Mamadeira, só dormindo. Ela já vai fazer 2 anos, e não sei mais oq fazer. Já está assim há uns 3 meses.

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  16. Minha filha sempre foi magrinha, é da estrutura corpórea dela, assim como era quando bebe. Ela está com uma ano e dois meses e está sempre na linha da curva, qualquer peso que venha a perder ficará abaixo, mas nunca ficou. Não tenho neura com o peso dela pois ela come até bem e é muuuito ativa, e não acho que bebe gordinho cheio de dobras seja saúde. Porém, agora está em uma fase que só quer brincar com a comida e nada de comer, as vezes não aceita nem experimentar o que está no prato. Ela tem horários bem organizados, 6:00 mamadeira 9:00 café da manhã 12:00 almoço e a cada três horas é ofertado algo para comer sendo que a ultima refeição as 22:00 uma mamadeira. Mesmo com horários certos para comer e tudo mais, ela não aceita o almoço e janta, assim como as outras mães, eu invento, crio e recrio a comida na tentativa de aguçar o paladar mas nada dá certo. É sempre uma novela a hora das refeições já não sei o que fazer... :(

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  17. Karine, é a segunda vez q leio eesse texto e fiquei com a mesma duvida, minh fillha tem 1 ano e 10 meses e ainda mama no peito, tem dia q come muito mal a comida, esse intervalo serve tb para as mamadas? Obrigada

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  18. Karine, e quando a criança não come e no intervalo das refeições pede o peito? Ou amamentar não conta? Por que meu filho de 1a e 9 meses faz mto isso. Não come quase nada nas principais refeições, nas mama durante o dia várias vezes. Sempre escuto que ele não come por causa do peito entre as refeições.

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  19. Olá, adorei o site. Tem dicas ótimas.

    Eu tenho um bebe de 9 meses e não consigo faze-lo comer nas horas certas... Ele chora, dá birra até que eu me rendo e dou a mamadeira. Alguma dica de como devo agir nessa situação?

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  20. Karine, estou encantada com o blog.

    Tenho um neném de 8 mêses, amamentação exclusiva até os 6 mêses e em seguida introdução dos demais alimentos, ele come bem, almoça e janta, mas não tem ganhado peso.
    Em sua última consulta a pediatra receitou uma vitamina, orientou-nos a acrescentarmos farinha láctea ou bolacha maisena (picadinha) ás frutinhas. E ainda a conciliarmos ninho+1 com mucilon de arroz, nas mamadas a noite, pra vermos se ele "engorda e dorme mais".
    Questionei na hora se realmente valeria a pena oferecer tais alimentos apenas para o aumento de calorias, se não haveriam outras opções naturais que pudéssemos inserir. Sua resposta foi: "Mãe, seu filho precisa dessas calorias, e essa é a forma de suprirmos essa necessidade dele."

    Não satisfeita, vim pesquisar um pouco e te encontrei <3.
    Já li bastante coisa e vou aplicar,mas se possível gostaria que você me desse algumas dicas, do que fazer com o meu magrelinho... rsrsrsr

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  21. O meu filho só come na creche em casa comida ele não come de jeito nenhum..faço de td e não tem jeito!!

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  22. Karine tenho uma filha de 1 ano e 10 meses, ela não come, aceita um pouco melhor a comida salgada mais não todos os dias, não dou nenhum lanche durante o intervalo das refeições e mesmo assim nada, às vezes passa 08 hs sem comer não reclama de fome não da porre apenas bebe água. Estou conseguindo introduzir suco e leite fermentado com sabor. meu dilema é ela vai pra escola em tempo integral no próximo mês o que fazer se ela nem gosta de lanche ou iogurte pelo menos? Preciso de uma luz.

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  23. Adorei o texto e comentários, entretanto, gostaria de saber se a criança não almoçar devemos tentar no horário do lanche dar o mesmo prato de almoço ou melhor tentar uma comida diferente e mais sólida na janta? Minha filha tem 2anos e 10meses. No colégio, alimenta-se bem, mas em casa, não.

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  24. Gostei do texto, mas meu problema é meu filho tem 3 anos e não aceita a "comida". Ele come bem (iorgute,bolacha, pão, frutas etc) mas chega na hora do almoço é um escândalo não aceita de jeito nenhum a comida já fiz de tudo que se possa imaginar : brinquei de fazer comidinha, deixei pegar na comida, deixei com fome, dei diversos estimulantes ( todos com orientação medica) troquei de pediatra várias vezes.não sei mais o que fazer ?

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