Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de 2015

"Coitadinho! Quando comer, vai se acabar"! Será?

Historicamente o ser humano busca o prazer em sua rotina. E essa liberação de prazer, bioquimicamente falando, está ligado intimamente à um grupo de substâncias liberadas no cérebro: serotonina, endorfina, dopamina.
Algumas substâncias ou situações podem aumentar o nível dessa liberação: estar com quem se ama. Brincar. Fazer o que se gosta. Carinho. Comida boa. Comida não tão boa para o corpo, principalmente as mais estimulantes, como açúcar, gordura e sal. Drogas ilícitas ou lícitas (como remédios para depressão, álcool).
A grande maioria das pessoas consegue usar essas substâncias que liberam um nível maior e mais rápido desses hormônios e usufruir esse prazer, sem necessariamente ser um problema para sua saúde. Muitas pessoas bebem socialmente. Muitas pessoas consomem as “besteiras” de vez em quando, e tudo bem, sem problemas! Talvez você, adulto que lê esse texto, coma coisas apenas pelo bel prazer de comer. E isso é saudável (nunca se entregar ao prazer não é saudável!).
Mas tem a t…

Intolerância a lactose em bebês? Provavelmente não!

Com certeza você já leu na web a palavra lactose. Dieta sem lactose. Iogurte sem lactose. Mas o que é lactose? Seria bom tirar das crianças também?
Lactose é um dos carboidratos do leite. A grosso modo, um açúcar presente em leites. 
Leite materno, por exemplo, tem muita, muita lactose.
Nosso corpo, para digerir esse açúcar, usa enzimas que estão presentes no nosso organismo. Essas enzimas moram nas vilosidades intestinais. Vou mostrar:



Quando um bebê está tranquilo, vivendo a vida bebelística, a lactose é uma benção pra ele. É sim. Lactose, quando é “quebrada” pela enzima, vira galactose e ajuda constituição de galactopeptídeos integrantes do sistema nervoso central. Ela também ajuda a acumular água livre para reserva de termo-regulação, através da sudorese. Já viu como bebês suam?
A lactose também está associada à acidez das fezes e à formação da microbiota intestinal específica (predominância de lactobacillo e bifidobacteria, probióticos, o must da saúde atualmente), o que pode ser imp…

Vilarejo - é preciso uma aldeia inteira para educar uma criança

Diz um ditado africano: É preciso uma aldeia inteira para educar uma criança


Vivendo entre essa  toda a sorte de mães,pais e famílias, mais a gente percebe tão rica é a vida da maternagem, e quão desafiadora ela pode ser. Quando li esse ditado, achei que nada fazia mais sentido. Já vi minha mãe comentando: tive duas filhas e não era assim, eu dava conta. Mas também lembro claramente que, por exemplo, quando minha irmã mais nova nasceu, fui transferida por cima do muro para a casa da vizinha, e lá fui muito bem cuidada até minha mãe voltar com o novo pacotinho que tinha minha irmã.
Depois cresci em um bairro onde as pessoas se ajudavam muito. Eu, por exemplo, aprendi a cozinhar com minha vizinha. Visita das tias eram comuns e, mesmo meus pais trabalhando muito, existia uma comunidade para ajudar a cuidar de mim, da minha irmã.
Hoje, você sabe: não é mais assim. Tenho um vizinho de porta que tem um bebê de um ano aproximadamente. Eu nunca troquei uma fralda dele. Nunca cozinh…

Por que eu me preocupo com alimentação complementar – ou por favor, pare com “eu dei e não morreu”

O futuro está chegando cada vez mais rápido. Nunca tivemos tanta informação em tão pouco tempo. Na alimentação então... trinta anos foram o suficiente para mudanças drásticas em relação a várias orientações (principalmente o que se detém a alimentação complementar) E hoje, mais do que nunca sabemos que a chave mestra para a prevenção de doenças está no nosso hábito e estilo de vida.
Faremos então, um exercício. Observe sua família, e veja se alguma história de doença se repete. Diabetes, hipertensão, doenças crônicas que são sim, parte genéticas. Câncer também. Existe um padrão? As pessoas mais velhas da sua família tomam medicamentos? Existe também um padrão em relação a quando essas doenças apareceram? E na família do seu companheiro(a)? Provavelmente, você descobriu algum padrão de saúde.
A parte “boa” das doenças genéticas é que podemos tentar, ao máximo, prevenir. Ou atrasar sua manifestação. E você já sabe, seu vizinho já sabe, o Globo repórter já sabe – comer bem, ou comer com al…